Gay Talese no Brasil

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Gay Talese: Palestras em São Paulo e no Rio

Gay Talese: Palestras em São Paulo e no Rio

Em projeto conjuto, as Revistas Piauí e Serrote, a editora Cia. das Letras e o jornal O Globo, trazem ao Brasil o jornalista americano Gay Talese, cujo livro de memórias Vida de escritor foi recentemente lançado no Brasil. Talese também é convidado da FLIP-2009, que ocorre entre 1º e 5 de julho, discutindo sobre o tema “fama e anonimato” (título também de sua obra de 1970 em que coligiu perfis que publicou ao longo da década de 1960 em periódicos como Esquire e The New Yorker).

Tenho em mãos neste instante a uma entrevista curiosa que Gay Talese concedeu para a edição de 2008/2 da Sextante, a revista experimental  publiclada semestralmente por meus colegas da FABICO sob supervisão do professor Wladymir Ungaretti. A edição reuniu diversas matérias sob um tema comum, perfis – nela, retratos de Fernando Gabeira e de Edilson, o palhaço, de Will Eisner e de Alexandre (o “Montanha”), de fama e de anonimato se entrecortam nas páginas do exemplar que agora tenho sobre meu joelho, agora enquanto escrevo. Mas lembrou Gay Talese, na entrevista, que pouca diferença há, para um perfil jornalístico, a fama ou o anonimato do perfilado; basta que o escritor se importe com ele a ponto de querer que o leitor também se importe.

Perguntado sobre qual saria a fronteira entre jornalismo e literatura, Talese deu a resposta que mais me fascinou – o tipo de resposta que deixa um aspirante na ponta dos pés para largar a página que lê para escrever a sua própria. “A fronteira entre jornalismo e literatura?, reiterou, Não há fronteira, não há limites, não há muros divisórios. Boa escrita é boa escrita. […] O jornalismo pode ser literário”. O chamado New Journalism americano, estilo com o qual Talese é comumente identificado, partiu desse mesmo pressuposto, o de pulverizar possíveis fronteiras entre a escrita jornalística e a escrita literária, pretendendo desempenhos notáveis nas interseções de ambos os campos. Talese, porém, ainda hoje parece relutar ser enquadrado, até mesmo dentro dessa tendência, “eu, pessoalmente, não gosto de ser definido por uma categoria”, afinal “o Novo Jornalismo nunca foi novo para mim”.

Sextante 2008/2: ótimo conteúdo, pena que a circulação seja tão restrita.

Sextante 2008/2: ótimo conteúdo. (Pena que a circulação seja tão restrita.)

1 Comentário

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  1. Rafael Gloria

    Oi, Zé!
    fico feliz que esteja participando!
    já linkei seu blog no meu e no http://www.blogsintonizados.blogspot.com
    peço que você linke seu blog nesse , pois a partir dele vou ficar atualizando os posts e os temas!

    lembrando que a postagem “Máscaras” pode ser feita até o dia 3 de Agosto!

    abraço

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